O projeto Café Apuí Agroflorestal demonstra a eficácia sócioeconômica dos SAFs

Por: Flávia Vitória Costa (SBSAF-ADECCUA).

Fonte: UOL (Notícias da Floresta) e Mongabay Brasil.



Mais uma experiência de sucesso comprova que os sistemas agroflorestais (SAFs) são a tecnologia ideal para o manejo consciente e contextualizado dos recursos naturais. Os SAFs tornam a produção escalável, restauram áreas degradadas e conservam unidades florestais por conseguir manter a população local no meio rural, entre outros.



A UOL divulgou recentemente uma matéria, originalmente publicada pela Mongabay Brasil, sobre o Café Apuí Agroflorestal, projeto implementado pelo IDESAM em 2012 nessa localidade do Amazonas, como resposta ao avanço agressivo da pecuária que ameaçava exterminar os antigos cafezais da região e que resultou não só na conservação desse cultivo como duplicou a sua produtividade. Atualmente o Projeto Café Apuí Agroflorestal conta com a parceria de três ONGs internacionais: a WWF, a WeForest e, recentemente, a reNature.


O Café Apuí Agroflorestal é produzido por pequenos agricultores de forma 100% sustentável, sem o uso de agrotóxicos e químicos.


A matéria destaca que os SAFs minimizam os efeitos negativos das mudanças climáticas sobre o cultivo do café, portanto, a implementação desses sistemas seria a solução para evitar a queda da sua produtividade no Brasil (maior produtor mundial), como já é previsto por estudos científicos de 2015 que isto tende a ocorrer até 2050, pois o desempenho do café está interligado à quantidade de insolação que estas plantas recebem em determinada época.


Infelizmente, à parte de poucas iniciativas como a deste projeto, o padrão convencional de monocultivo, a pleno Sol e com uso de agrotóxicos, ainda é o modo de produção predominante. Com isso, nota-se que os SAFs ainda são uma tecnologia desconhecida para muitos agricultores. A disseminação e implementação dos SAFs seguem sendo um grande desafio, especialmente devido a que as técnicas a serem aplicadas devem ser desenhadas de acordo às especificidades de cada local, o que requer para isto uma maior dedicação e investimento.




Confira todos os detalhes na matéria completa da UOL (Por Sibélia Zanon) ou no site da Mongabay Brasil.

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